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O Sino Lá Embaixo — Uma história de Bellmantle

Bellmantle ao lado do sino de aviso na passagem inundada.

O sino tocou mais uma vez quando Mara seguiu Bridovar pela quarta porta.

Ao pé da estrada em descida, um cavalo cinza segurava uma corda de sino entre os dentes. Sua crina tinha o vermelho de brasas abafadas. Uma coleira de ferro se curvava para fora em ondas suaves, e uma pequena placa de latão abaixo dela trazia um nome: Bellmantle.

Ele soltou a corda e se colocou no caminho deles.

Além dele, a água cobria a estrada. As lamparinas se refletiam nela, mas seus reflexos se inclinavam contra a correnteza.

Mara abriu o mapa unido. Sua linha ao norte seguia direto pela inundação.

Bellmantle raspou um casco na pedra. Sob o lodo havia uma segunda linha, que virava em direção a uma saliência estreita. Ao lado dela, alguém esculpira a marca conhecida do agrimensor.

“O mapa mostra a estrada”, disse Mara. “Não a água.”

O cavalo pegou a corda de novo. Desta vez, manteve-a esticada. Em algum lugar atrás da parede, um contrapeso se moveu. Uma fileira de comportas de ferro se ergueu, deixando a água escoar para um canal inferior.

O sino era um aviso. Ele estava esperando que parassem.

Bellmantle manteve a corda puxada enquanto Mara e o viajante atravessavam. Bridovar os seguiu, com a lanterna balançando sobre as pedras molhadas. Só quando chegaram ao patamar do outro lado o cavalo cinza soltou a corda.

A água voltou devagar à estrada atrás deles.

Mara se virou para agradecer. Ele observava um nicho ao lado do ombro dela.

Dentro havia uma caixa de lata, seca acima da marca da inundação. Ela ergueu a tampa. Não havia mapa, apenas um retalho de papel dobrado com a letra do agrimensor.

Se a cadeira estiver ocupada, não volte pela ponte.

De algum lugar acima, madeira raspou contra pedra.

Bellmantle ergueu a cabeça de crina vermelha. Um segundo sino, mais adiante na passagem, começou a tocar.